Desenvolvimento humano e educação: Contribuições para a educação infantil e o primeiro ano do ensino fundamental

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Desenvolvimento humano e educação: 

Contribuições para a educação infantil e o primeiro ano do ensino fundamental 

 

Organização

Silviane Barbato Maria

Fernanda Farah Cavaton 

 

 

 

 

 

Este livro reúne textos de um grupo de autores que vem cooperando

e dialogando continuamente com professores e crianças,

tendo em vista os processos de ensino-aprendizagem, socialização

e desenvolvimento em contextos escolares.

O desenvolvimento na primeira infância e suas dinâmicas individuais

e dialógicas medeiam práticas culturais concretizadas

nas interações professor-criança, criança-criança e nas contribuições

do brincar, desenhar, ler, escrever, contar e, também, dar os

primeiros passos na construção do pensar acadêmico e científico.

O contexto escolar se constitui, principalmente, a partir das

interações entre professores e crianças e criança-criança. Os professores

são muito importantes neste processo e isso fica evidente,

em suas experiências, quando se deparam com as transformações

ocorrendo com cada criança em sala de aula. Por exemplo,

quando uma criança que só rabiscava, vem contar o que desenhou

mostrando uma figura (CAVATON, capítulo 8). Ou quando, de

repente, a criança que antes mal conseguia identificar uma letra,

lê, ou ainda, quando apesar de parecerem dispersas, aprendem

(BARBATO, capítulo 2). São essas transformações que caracterizam

o desenvolvimento infantil que nos levam a refletir sobre o

quanto somos partícipes desse processo e no que tange ao nosso

próprio crescimento profissional e pessoal.

Para nós, a criança é antes de tudo uma novidade (PULINO,

2001; PULINO, capítulo 3) que transforma, e com quem produzimos

cultura. A criança é inovadora como quem acabou de chegar

ao nosso mundo já cheio de histórias, de explicações e formas de

resolver os problemas. Ao observá-la e escutá-la como nossa interlocutora,

o que e como diz e atua, assumimos posições de adultos

que levam a pequenas quebras de comunicação. As quebras de

comunicação, ou o não entender o outro, nos proporcionam uma

reflexão sobre as formas de atuar e de posicionar esse outro que

é interlocutor. Na medida em que enfrentamos as dificuldades de

entender o outro e nos fazemos entender em nossas explicações

em aula, desencadeamos ações dinamogênicas, ou seja, geradoras,

propulsoras de desenvolvimento do outro e nosso.

Neste sentido, quando observamos as interações em sala de

aula, enfocamos, sobretudo, o que está acontecendo na construção

de conhecimento mediado entre professor e alunos e entre

pares. Estar com o outro é produzir-se com ele de diferentes modos,

e a não compreensão do que o outro faz ou diz faz parte deste

movimento, desta dinâmica de negociação de significados, e nos

leva a perguntar, a sair da rotina e imaginar mundos possíveis, e,

ainda com o outro, descobrir novas formas de ensinar e aprender.

Então, a regra é ser diferente, e estarmos abertos às surpresas,

pois a criança em sua novidade certamente nos surpreenderá,

já que está se desenvolvendo como um indivíduo imerso em

experiências individuais-coletivas, aprendendo a estar conosco

em diferentes contextos culturais, em seu desenvolvimento (ver

capítulo 1).

Na escola, a criança está aprendendo a explicar o mundo,

mas também a si e aos seus interlocutores, mediada por conhecimentos

que nesse momento da escolarização perpassam o brincar

(ver capítulos 5 e 6), o desenvolvimento da imaginação também

pelas diferentes práticas de letramento, próprias do conhecer nas

vivências escolares, a textos variados e ao mundo da literatura

(ver capítulo 7), o aprender a se comunicar em diferentes contextos

daqueles da família e da comunidade, o desenhar (ver capítulo

10), a apreciar o que os outros estão dizendo e fazendo,

produzindo significados e expressando-se, por meio da leitura e

da escrita (ver capítulo 11), de gestos e diferentes imagens (ver

capítulo 9). Sendo assim, a escola e a família são contextos multifacetados

em que os interlocutores atribuem significados ao que

a criança faz e aprendem com ela a usar de formas diferentes os

instrumentos culturais mediadores do ensinar-aprender, criando

novas formas de participação e inclusão de todos.

 

 

 

 

 

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